quarta-feira, 16 de abril de 2008

O AMOR É POSSÍVEL

Ela mirou a Cyber-shot para o seu rosto uma, duas, três, quatro vezes, enquanto ele sorvia o açaí que lhe tinha sido servido. A cada foto, ela, sorridente, mostrava-lhe o feito. A contragosto, olhava-a. Findo o açaí, levantou-se, com ela seguindo-lhe à distância, contrariada.
Quando ela disse-lhe que a esperasse e ameaçou transformar comprar em verbo irregular, suprimindo as primeiras pessoas do singular e do plural, parou, abraçou-a, tentando entrelaçá-la, e beijou-a.

Um comentário:

Erlane Sousa disse...

Sr. M. de Moura Filho você fez sua personagem inebriar-se de Juçara...e o amor surge...
É claro que o amor é possível!
E ao gosto de juçara!
Que delícia!