quarta-feira, 23 de abril de 2008

LOBA

Ao derramar do dia, deixa escapar alguns grunhidos. É quando lambe o próprio ventre. À meia noite, meio esquiva e oculta, contorce-se à meia luz. É quando se aquece. Na madrugada insone uiva para a lua, num longo gemido... É quando se queima por dentro.

3 comentários:

Chico Afonso disse...

Dr. J.L. voce transcende a relatividade. Liquidifica o dia. Espalha as cinzas,aquece e energiza a Loba, acende a meia luz e, por fim liga a cirene da natureza na madrugada. Muito bom.

Um abraço,

Chico Afonso

Erlane Sousa disse...

Dr. J. L. você consegue sacudir (como o mar agitado em tempestade) a mente do leitor. E como um excelente texto literário, seu conto, faz o leitor viajar a cada palavra lida...

Erlane Sousa

Diana disse...

Inacreditável !!! "Ao derramar do dia ... À meia noite ... Na madrugada ...; lambe ... aquece ... queima ..." Q gradações!!!